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Secretário de Saúde de SP ressalta importância da vacinação

Imunizações previnem a disseminação de doenças, afirma David Uip

6.05.2016 | por Equipe Coração e Vida

A primeira vacina que se tem notícia foi descoberta no século 18, pelo médico britânico Edward Jenner. O nome “vacina” vem exatamente do vírus utilizado pela primeira vez para imunização, o vaccinia, agente infeccioso da varíola bovina.

Especial do mês: Você sabia… Que, ao deixar de imunizar seus filhos, os pais infringem o decreto 78.231 de 12 de agosto de 1976?

Até hoje, a vacinação é considerada o método mais eficaz de combater doenças infecciosas em todo o mundo.

Foto: Shutterstock

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O infectologista David Uip, secretário de Saúde de São Paulo, falou ao Coração & Vida sobre a importância de vacinar crianças e adultos. Ele também abordou o movimento antivacinação, quem tem levado muitos pais a não imunizarem seus filhos.

C&V – Qual a importância das vacinas?
David Uip – As vacinas são importantes aliadas na prevenção de doenças e de suas complicações. Foi a partir de bem sucedidas campanhas de vacinação que o Brasil conseguiu erradicar doenças, como a paralisia infantil, e controlar outras como rubéola e sarampo, por exemplo. É mais fácil prevenir uma doença por meio de vacinação do que tratá-la.

C&V – O sistema imunológico natural é melhor do que a vacinação?
David –
As vacinas auxiliam o sistema imunológico a produzirem anticorpos. Elas não protegem apenas as pessoas que recebem as doses, mas ajuda a prevenir a disseminação de doenças em uma comunidade.

C&V – A vacinação continua sendo uma difícil decisão para os pais que querem, acima de qualquer coisa, garantir a saúde de seu filho. Os pais têm o direito de negar as vacinas a seus filhos?
David –
A maioria dos pais é consciente da importância da vacinação e leva seus filhos aos postos para receber as doses indicadas pelo médico pediatra. Na rede pública, temos uma cobertura superior a 90% de vacinação para crianças menores de um ano.

C&V – Ao optar por não vacinar, as famílias colocam em risco não apenas seus filhos, mas também todos os que têm contato com eles… Qual a sua opinião a respeito?
David –
Exatamente, já que as vacinas não protegem apenas as crianças que as recebem, mas a comunidade de seu entorno. Uma criança vacinada contra a gripe, por exemplo, cria anticorpos e, por isso, as chances de transmitir o vírus para outras crianças é bem menor.

C&V – A administração simultânea de múltiplas vacinas a uma criança aumenta o risco de efeitos colaterais danosos e pode sobrecarregar o sistema imunológico?
David –
As vacinas são normalmente bem toleradas e com reações adversas brandas, como vermelhidão no local da aplicação e febre baixa. O calendário proposto pelos especialistas para vacinação infantil é adequado e o risco de efeitos colaterais é baixo. Indicamos que pais e responsáveis sigam sempre a orientação dos médicos pediatras para vacinar seus filhos.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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