Coração e Vida | Sedentarismo na infância pode trazer consequências graves - Coração e Vida

Sedentarismo na infância pode trazer consequências graves

Falta de atividade física e alimentação inadequada são causas da obesidade infantil

12.03.2018 | por Eli Pereira - Equipe Coração e Vida

Infância ideal é aquela em que a criança se alimenta bem, brinca, corre e, consequentemente, faz atividade física por meio dessas brincadeiras. Aquelas que preferem ficar na frente da TV correm risco de ter a saúde comprometida ao longo dos anos, até mesmo aproximar o risco de infarto na vida adulta.

Dados da ONU apontam que 7,3% das crianças abaixo de cinco anos estão acima do peso ideal.

Sedentarismo na infância pode aproximar doenças graves na vida adulta. Foto: Shutterstock

Sedentarismo na infância pode aproximar doenças graves na vida adulta. Foto: Shutterstock

Para o pediatra Nelson Ejzenbaum, preocupar-se com a alimentação da criança é fundamental. Oferecer comida saudável, restringir doces, refrigerantes e salgadinhos – ricos em gorduras – são atitudes importantes.

Com esse controle, o pediatra explica que já ajuda a reduzir colesterol e triglicérides dos pequenos. Para a obesidade, no entanto, não basta evitar as “bobagens”, mas também ter controle sobre o tamanho das porções.

O médico explica que há pais que permitem que a criança repita o prato muitas vezes.

“Tem que aprender que, mesmo que seja só comida, não pode comer três ou quatro pratos. E a refeição tem de ser balanceada: legume, verdura, grão, carne e carboidrato”, recomenda.

Leia também: Obesidade e hipertensão andam lado a lado na infância

Quando a criança está com problemas para se sentir saciada, é preciso verificar se não há um fator emocional envolvido, como a ansiedade.

Sedentarismo preocupa

O cardiologista João Vicente da Silveira, do Hospital Sírio-Libanês, conta que os pais também são responsáveis pelo sedentarismo da criança, e que os brinquedos que não exigem atividade física da criança também atrapalham.

O ideal, segundo ele, é que os pais sejam o exemplo, e que resgatem as brincadeiras saudáveis de pedalar, brincar e correr.

E é por meio desse sedentarismo e alimentação errada que os índices de problemas cardíacos aumentam.

“O excesso de carboidrato pode se acumular como gordura no fígado. Pode também provocar uma alteração na glicemia. A criança entra por um caminho que leva ao diabetes em 10 ou 15 anos”, diz o médico.

Tratamento difere dos adultos

Não é possível receitar remédios para controlar a obesidade em crianças. Sendo assim, a reeducação alimentar e a atividade física são as medidas que revertem o problema.

Um bom sono também contribui, já que dormir mal aumenta a chance de ganhar peso.

De acordo com o endocrinologista Renato Zilli, as crianças que crescem obesas têm 80% de chance de também serem adultos obesos, e que, mesmo emagrecendo, o cérebro se esforça para recuperar os quilos perdidos.

Leia também: 7 sinais de que é hora de trocar o pediatra pelo hebiatra

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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1 comentário

  1. Alessandra disse:

    Boa tarde, tenho uma filha de 21 anos ela não foi uma criança obesa, a partir fios 12 anos começou a ganhar muito peso com o passar dos anos. Hoje ela tem já há algum tempo, colesterol alto e triglicérides Alto , mas continua comendo fast foods mais de 3 vezes por semana, é sedentária e apesar de eu incentivar, falar , pedir ela não consegue fazer uma alimentação balanceada. Estou muito preocupada de ela vir a ter infarto, diabetes e etc. O que faço?

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