Coração e Vida | Será que é Alzheimer? Saiba quais são os primeiros sinais - Coração e Vida

Será que é Alzheimer? Saiba quais são os primeiros sinais

Sintomas devem ser observados e diferenciados para que o tratamento comece o quanto antes

25.05.2018 | por - Equipe Coração e Vida

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 47 milhões de pessoas sofram com a Doença de Alzheimer no mundo atualmente. A cada ano, cerca de 10 milhões de novos casos são registrados. Mas como diferenciar o Alzheimer de um “esquecimento” comum?

Segundo o Instituto Alzheimer Brasil, alterações de memória podem ocorrer em qualquer fase da vida. É possível que derivem, inclusive, de problemas como depressão, anemia, doenças da tireoide, abuso de consumo de álcool e outros.

O diagnóstico do Alzheimer costuma acontecer quando se verifica que os esquecimentos são cada vez mais frequentes e variam de acordo com a atividade. Além disso, a pessoa com a doença começa a se “prender” cada vez mais no passado.

Doença degenerativa, o Alzheimer deve ser diagnosticado o quanto antes para dar melhor qualidade de vida ao paciente. Foto: Shutterstock

Doença degenerativa, o Alzheimer deve ser diagnosticado o quanto antes para dar melhor qualidade de vida ao paciente. Foto: Shutterstock

 

“Em um teste simples, basta você contar um fato após dizer o seu nome ao idoso. Após ser perguntando novamente sobre o seu nome, ele terá esquecido essa informação”, explica.

 

Confira a seguir os sintomas mais comuns na fase que antecede o diagnóstico e o início do tratamento do Alzheimer

– Perda de memória para informações recentes: a pessoa frequentemente esquece onde deixou objetos e repete a mesma pergunta ou história recente por diversas vezes;

– Dificuldade para aprender coisas novas: fatos novos do cotidiano são assimilados com maior dificuldade. A pessoa não consegue, por exemplo, relatar o que viu no jornal ou na novela há poucas horas.

– Colocar objetos em lugares inadequados: a pessoa perde a referência espacial e coloca, por exemplo, alimentos na gaveta de roupas, chaves dentro do armário.

– Perda da habilidade para realizar tarefas: atividades até então corriqueiras, como cozinhar, fazer reparos, fazer compras e lidar com o dinheiro tornam-se muito mais complexas.

– Esquecimento de tarefas banais: a pessoa, por vezes, se esquece de ter almoçado ou tomado banho. Ou, pelo contrário, garante já ter feitos estas atividades, mesmo que não seja verdade. Isso gera problemas sérios de higiene e de alimentação.

– Descuido com a aparência e higiene pessoal: está relacionado ao item anterior, mas neste caso, a pessoa usa a mesma roupa por vários dias e também perde o interesse em se arrumar.

– Alterações súbitas de humor e/ou personalidade: em um curto espaço de tempo, a pessoa muda sensivelmente de humor e, com o tempo, pode passar a ficar mais desconfiada, agressiva ou até amedrontada.

– Perda de noção de tempo e lugar: a pessoa se mostra desorientada em relação ao dia, mês e ano, se esquece de datas que antes memorizava (aniversários, por exemplos) e tem dificuldades para refazer caminhos até então conhecidos.

– Julgamentos equivocados: a pessoa passa a desconfiar de que estejam lhe roubando objetos e valores. A desconfiança, muitas vezes, recai sobre pessoas próximas, com quem sempre conviveu.

– Fixação no passado: a pessoa passa a contar memórias mais antigas. No entanto, mesmo essas histórias costumam apresentar “buracos”, verificados pelos próprios familiares.

 

Texto
Thassio Borges

 

 

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

 

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9 comentários

  1. Tania disse:

    Minha mãe tem alzaimer a cinco anos hj com 90 anos de idade.realmente é tds esses sintomas mesmo.gostaria de saber qts anos essa doença persiste em uma pessoa com 90 anos.obg

    • - Equipe Coração e Vida disse:

      Tania, isso pode variar muito. O importante é que ela esteja sempre sendo acompanhada por um especialista. Um abraço em vocês!

  2. Sirlei disse:

    Que medição pode ser usada para esses casos com esses sintomas, para início de tratamento, sendo que já tenho caso de famíliares com essa doença

    • - Equipe Coração e Vida disse:

      Sirlei, tanto para fazer o diagnóstico quanto para tratamento, o melhor é que você procure um especialista (geriatra, neurologista ou mesmo um clínico geral). Um abraço!

  3. Lúcia veronica de a laranjeiras disse:

    Bom dia,
    Em minha família teve alguns casos com tios avó materna eu era pequena, e dizia que estava esclerosado, agora percebo que minha mãe está assim, só lembrando do passado , fica isolada fazendo tricô ela está distante de mim morando no Rio e minha irmã disse que ainda não deram diagnóstico de alzheimi!! Tenho medo de errar está doença pois é atou com depressao e perdi o ânimo, tenho 59 anos , o que fazer para não ter que está doença

  4. Meire Florêncio Cavogna disse:

    Gostaria de um esclarecimento: A avaliação neuropsicológica até que ponto é seguro para fechar o diagnóstico de Alzheimer? Meu pai já fez duas vezes e a geriatra disse que ele tem um TCL ( transtorno cognitivo leve) porém, conversando com um médico psiquiatra, ele me disse que não basta está avaliação, que ela não é segura. Estamos desorientados a respeito.

    • - Equipe Coração e Vida disse:

      Olá, Meire. De fato, o diagnóstico do Alzheimer é realmente complicado. Nossa sugestão é que, se você ainda não se sente segura, que recorra a outras opiniões de outros especialistas – mas é fato que seu pai precisa do acompanhamento médico. Boa sorte e um abraço.

  5. Marcelina Pontelli disse:

    Minha pergunta não é sobre alzheimer.
    Gostaria de ter o e-mail para perguntar sobre doenças do coração.
    Quero saber se o Incor, Instituto do coração faz cirurgias do coração por vídeo laparoscopia. Meu filho já passou por uma cirurgia, foi a troca da valva pulmonar e talvez tenha que fazer novamente. Este é o motivo de minha pergunta.
    Agradeço gentilmente sua resposta.

    • - Equipe Coração e Vida disse:

      Marcelina, o mais indicado é que você entre em contato diretamente com o InCor para receber orientação clínica. Obrigada por escrever!

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