Coração e Vida | Suplementos alimentares terão de comprovar eficácia

Suplementos alimentares terão de comprovar eficácia

Produtos também terão de trazer no rótulo a palavra suplemento

9.08.2018 | por Equipe Coração e Vida

Por Mônica Pileggi

A partir de agora, aquele shake de whey protein pós-academia terá de comprovar cientificamente sua eficácia. Isso porque a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou recentemente novas regras para suplementos alimentares. Categoria que, aliás, não existia na legislação brasileira. “Esses produtos eram chamados de alimentos para atletas ou medicamentos”, completa a nutricionista Paula Hertel.

Produtos têm como finalidade  complementar a alimentação de pessoas saudáveis e não o tratamento de doenças - Foto: Shutterstock

Produtos têm como finalidade complementar a alimentação de pessoas saudáveis e não o tratamento de doenças – Foto: Shutterstock

Afinal, o que são suplementos alimentares?

Embora sejam mais comuns do que pensamos e estejam presentes no dia a dia, suplementos alimentares, de acordo com a Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), são os produtos constituídos por fontes concentradas de substâncias como vitaminas, minerais, fibras, proteínas, aminoácidos, ácidos graxos, ervas e extratos, probióticos, enzimas e fitoesteróis, entre outros.

Além disso, a SBAN destaca, em um informativo, que grande parte dos suplementos alimentares é apresentada de forma similar aos medicamentos (cápsulas, sachês ou comprimidos). Porém, esses produtos têm como finalidade apenas complementar a alimentação de pessoas saudáveis e não o tratamento de doenças.

O que muda com a regulamentação?

De acordo com a ANVISA, a nova regulamentação deverá melhorar o acesso dos consumidores a “produtos seguros e de qualidade”, além de reduzir o desnível de informações, principalmente, na veiculação de alegações sem comprovação científica.

Com a mudança, os produtos terão de trazer no rótulo a palavra suplemento. Aqueles que já estão no mercado terão um prazo de cinco anos para se adequar às novas regras. Os novos produtos devem se adequar imediatamente.


Revisão técnica

Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

 

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