Varizes afetam até 17% da população adulta

13 de julho - 2016
Por: Equipe Coração & Vida

shutterstock_62725360Sabe aquelas veias dilatadas e deformadas, que surgem ao longo das pernas? As chamadas varizes, além de desagradáveis esteticamente, podem causar desconforto, dor, inchaço e até feridas na pele.

Cerca de 17% da população adulta brasileira apresenta varizes nos membros inferiores, principalmente as mulheres.

“As estatísticas apontam que apenas um homem a cada oito mulheres apresenta varizes”, explica Julio César Mariño, médico cirurgião vascular.

O motivo é basicamente a composição hormonal feminina, que facilita o desenvolvimento da doença. A gravidez também contribui, por conta da mudança dos hormônios, aumento de peso e nova composição corporal.

Mas o que são as varizes? São veias dilatadas, tortuosas e sinuosas de forma permanente, que precisam de intervenção médica para retomar suas funções de circulação sanguínea.

A forma mais comum da doença, as varizes primárias, tem como principal fator o histórico heredofamiliar, ou seja, se alguém na família possui, a chance de outros parentes apresentarem os sintomas é alta.

É possível também que uma pessoa tenha a doença e passe a vida toda sem apresentar quaisquer tipos de sintomas, segundo o especialista.

No entanto, em qualquer das hipóteses, quanto antes diagnosticada, mais fácil seu tratamento. Como há o fator estético, as mulheres costumam recorrer antes aos consultórios, iniciando mais cedo o tratamento.

Assim sendo, pode-se explorar outros tipos de métodos que não apenas a cirurgia para sanar o problema, como controle clínico, medicação, uso de meia elástica, ou mesmo injeções específicas.

“Existe hoje, por parte dos profissionais, um cuidado extremo para evitar a retirada das veias safenas na medida do possível”, reforça Mariño.

Os homens, apesar de serem menos afetados, também podem desenvolver a doença. No entanto, como costumam demorar mais para se consultarem com um especialista, a maioria chega ao consultório com casos mais avançados.

“Quantos mais cedo for feito o diagnóstico, mais fácil é o tratamento, podendo-se utilizar outros métodos que hoje estão disponíveis na medicina, não precisando recorrer exclusivamente à cirurgia”, orienta o especialista.

O médico ressalta ainda que é constante a reclamação no consultório de pacientes que dizem que as varizes voltam após tratadas.

“Na verdade, o tratamento é constante, uma vez que quem já tem predisposição de desenvolver a doença, tende a apresentar novos focos de varizes, em outras veias, diferentes das tratadas anteriormente”, explica Mariño.

Sintomas

– Dor local ou queimação nos membros inferiores;

– Sensação de peso nas pernas;

– Inchaço;

– Mudança da coloração da pele;

– Feridas;

– Infecção nas veias com formação de coágulos;

– Alteração na consistência da pele, tornando-se fina, lisa e brilhante.

Mitos sobre as varizes

Há muitas inverdades sobre as causas e atitudes que podem agravar o problema. Listamos abaixo as mais comuns:

Salto alto: O acessório não aumenta a incidência de desenvolver varizes. Segundo Mariño, saltos não muito altos, inclusive, podem auxiliar na circulação dos membros inferiores.

Ficar muito tempo em pé: Na verdade, a posição favorece a circulação sanguínea, uma vez que as pessoas não costumam ficar imóveis, e sim andando. Já a posição sentada pode sim contribuir para o desenvolvimento de varizes, uma vez que dificulta o retorno venoso.

Depilação com cera quente: Há quem diga que o calor local ocasionado pelo produto poderia desencadear o processo de varizes. O médico diz não haver correlação.

Roupas justas: O tecido das roupas não comprime a pele ao ponto de interferir na circulação e afetar as veias.

Uso de anticoncepcional: O tema é controverso entre os especialistas. Há os que defendem que o medicamento interfere sim na coagulação do sangue, mas não necessariamente está relacionado com o aparecimento de varizes. Por outro lado, há os que defendem que a composição hormonal pode sim ser um fator que favoreça o adoecimento das veias.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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