Coração e Vida | Veja como prevenir as doenças comuns da primavera

Veja como prevenir as doenças comuns da primavera

Alergias, problemas respiratórios e até mesmo doenças como catapora são comuns nessa época

11.10.2018 | por Fernanda Geppert

Estamos na primavera e, embora as estações no Brasil não sejam tão demarcadas, a época das flores é também mais propícia para o desenvolvimento de problemas respiratórios, irritações nos olhos e manifestações alérgicas sazonais com obstrução nasal, coriza, espirros e tosse. Os sintomas são reativos ao polén, ao pó, ao ressecamento do ar e as mudanças bruscas de temperatura.

A infectologista Rosana Richtmann, do Hospital Emílio Ribas, explica que os quadros podem iniciar como alergias por irritabilidade a poeira e ao pólén, que fazem o poder de defesa do corpo cair e o acesso de agentes agressores, pelas vias áreas, ser facilitado. “Esses quadros podem evoluir para uma complicação infecciosa, uma vez que a mucosa inflamada e inchada acumula mais secreção e, com a queda da imunidade, há o favorecimento da entrada, por exemplo, de vírus”, destaca.

Alergias e problemas respiratórios são comuns nessa época - Foto: Shutterstock

Alergias e problemas respiratórios são comuns nessa época – Foto: Shutterstock

A especialista também reforça que todos nós carregamos bactérias pelas mãos. Os quadros de conjuntivite, mais comuns na primavera, podem ser decorrentes desse contato direto com os olhos, seja pelas próprias mãos contaminadas, ao usar uma toalha de tecido ou ao cumprimentar pessoas. “O óculos de sol é útil, pois acaba sendo uma barreira para evitar o contato direto da mão e do pólen ou da poeira com os olhos”, indica Richtmann.

A varicela, popularmente chamada de catapora, tem alta incidência nos meses da primavera por conta da proliferação do vírus varicela zoster. Os sintomas comuns são febre, dor de cabeça e as erupções na pele que causam bastante coceira.

É importante lembrar que a vacina para a catapora é coberta pelo programa nacional de vacinação e está disponível na rede pública de saúde, gratuitamente, até os 15 meses de vida, quando os bebês devem tomar a primeira dose e entre quatro e cinco anos, na idade pré-escolar, a segunda dose.

Leia mais: Conjuntivite: um incômodo que se espalha rapidamente

Prevenção: veja alguns cuidados essenciais

– Mantenha o ambiente arejado com as janelas abertas;
– Evite o acúmulo de pó em móveis e objetos;
– Em ambientes coletivos, dê preferência às toalhas de papel descartáveis;
– Ingira bastante água, o indicado são dois litros diários;
– Capriche na alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras e legumes;
– Higienize suas mãos com água e sabão ou álcool em gel, diversas vezes ao dia.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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