Coração e Vida | Verão favorece a transmissão de conjuntivite viral

Verão favorece a transmissão de conjuntivite viral

Ter uma boa higiene é a melhor forma de evitar o contágio. Entenda a infecção e confira alguns cuidados:

2.12.2019 | por Equipe Coração e Vida

 

FOTO: shutterstock

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Quem nunca acordou com o olho vermelho e tomou um susto ao se olhar no espelho que atire a primeira pedra. A conjuntivite, inflamação da conjuntiva – membrana fina e transparente que recobre toda a parte branca dos olhos, e reveste a parte interna das pálpebras –, é uma inflamação comum e extremamente contagiosa.

Existem três tipos de conjuntivite: viral, bacteriana e alérgica –, sendo apenas as duas primeiras contagiosas. A viral geralmente é causada pelo mesmo vírus que infecta as vias aéreas e causa o resfriado. Por isso, em geral, tem resolução espontânea — ainda que os sintomas sejam desconfortáveis e podem demorar para melhorar.

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Já a bacteriana pode ser causada por diferentes tipos de bactérias e, por isso, normalmente, é tratada com antibióticos em forma de gotas ou pomadas. A conjuntivite alérgica, por sua vez, é comum em indivíduos que apresentam outras alergias, como rinite e asma, e não é contagiosa.

Em todos os casos o olho fica muito ou pouco vermelho. Na bacteriana, geralmente, há secreção amarela, bastante coceira e lacrimejamento.

Oftalmologista do Hospital Israelita Albert Einstein, Francisco Max Damico, explica:

“As formas mais comuns de se adquirir conjuntivite viral ou bacteriana são através do contato direto com a secreção ocular de alguém infectado (geralmente através das mãos) e da permanência em ambiente fechado com alguém infectado pela conjuntivite”, diz.

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Com a chegada do mês de dezembro, começa o verão e, com ele, a época mais favorável para transmissão da inflamação. O calor faz a lágrima evaporar mais rápido, diminuindo a defesa dos olhos. Além disso, a alta umidade do ar propicia a multiplicação de vírus e bactérias. “Há também maior tendência à aglomeração e maior contato físico entre as pessoas”, afirma o especialista.

Prevenção
O cuidado, portanto, deve ser redobrado, sobretudo com crianças, que ficam muito próximas umas das outras na escola e ainda não têm noção de higiene. De acordo com Damico, alguns cuidados evitam a disseminação da inflamação, que pode durar de 1 semana a 10 dias, em média: “Lavar as mãos frequentemente, evitar diversas vezes tocar os olhos, não compartilhar objetos de uso pessoal, usar lenços descartáveis de papel e trocar toalhas diariamente”.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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