Você sabia que alguns itens têm prazo de validade?

28 de junho - 2017
Por: Equipe Coração & Vida

É facilmente possível saber quando o prazo de validade de um alimento venceu. Além dos aspectos visuais, gosto e cheiro são alguns indicativos de que ele estragou. Mas essa percepção é um pouco mais difícil quando os itens em questão são objetos que não contam com prazo de validade no rótulo.

Neste caso, como saber se algo ainda está bom e em condições de uso, já que são locais ideais para a proliferação de fungos, bactérias e ácaros?

Esses seres microscópicos fazem parte do nosso dia a dia e não tem como imaginar uma vida sem eles, sendo, inclusive, muitas vezes importantes para manter nossa saúde em dia e a imunidade em alta. O problema está no excesso deles.

“Você nunca vai conseguir uma casa estéril. O que se deve fazer é manter ela limpa, livre de germes que poderiam implicar em infecções ou doenças”, explica o biomédico Roberto Figueiredo, conhecido como Dr. Bactéria.

O travesseiro, por exemplo, deve ser trocado a cada dois anos. O especialista explica que o item abriga uma grande quantidade de ácaros vivos, mortos e fezes dos ácaros que vão implicar em problemas alérgicos, como rinite e asma.

“Saiba a vida útil de cada objeto, respeite este prazo e mantenha-os protegidos, como os travesseiros, por exemplo, dentro de protetores. Para os pisos e azulejos, use água com detergente para lavar, enxágue e depois passe pano com água sanitária”, aconselha o Dr. Bactéria.

Confira abaixo 10 objetos de uso bastante comum e algumas dicas para identificar o seu momento certo de troca:

Travesseiro – dois anos

Deve ser trocado a cada dois anos. Para uma melhor conservação, mantenha envolvido por capa protetora de algodão por fora e impermeável na parte interna. O objeto acumula ácaros, que podem desencadear problemas respiratórios.

Foto: Shutterstock
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Colchão  

O de espuma deve ser trocado a cada três anos, o de molas, de 7 a 10 anos. O problema é o mesmo dos travesseiros, acúmulo de ácaros. Para melhor conservação, também manter envolvido por capa protetora de algodão por fora e impermeável por dentro.

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Escova de dente – até três meses

A dos adultos deve ser trocada a cada dois ou três meses. Já a das crianças todos os meses, já que elas tendem a morder as escovas. O Dr. Bactéria indica ainda trocá-las também após quadros de doenças respiratórias (gripe, resfriado, pneumonia e dor de garganta) ou digestivas (aftas, sapinhos e gastrite). “Após cada escovação, é aconselhável aspergir as escovas com solução de gluconato de clorexidina a 0,12%, além de mantê-las em copos, com as cerdas para cima”, orienta.

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Esponja de banho – um mês 

O biomédico orienta a não usar esse item. As esponjas acabam retirando a camada de proteção natural da pele e também podem acumular fungos e bactérias. Mas, no caso de optar pelo uso, deve-se trocar a cada mês, usar uma por pessoa e manter o item seco.

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Paninho de pia

Sabe aquele paninho que muitas pessoas usam na pia da cozinha para secar a pia ou limpar as bancadas? Então, ele acumula muitas bactérias e fungos, já que costuma permanecer molhado e úmido. Para seguir com esse hábito, o indicado é trocar a cada uso e sempre que estiver molhado.

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Esponja de lavar louça

A esponja de louça deve ser trocada semanalmente. “Dê preferência por uma que tenha íons de prata adicionados, pois a mesma se auto desinfeta”, alerta. O problema aqui, além de bactérias, que se alimentam dos restos dos alimentos, são também os fungos.

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Pano de chão

Deve ser lavado e desinfetado após cada uso, para que não cumule fungos, vírus e bactérias. A hora de trocar é quando está começando a soltar fiapos.

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Escova de cabelo

O item não precisa ser necessariamente trocado com frequência, mas sim higienizado corretamente. “A sugestão é que a cabeça do objeto seja mergulhada em água morna com shampoo por 15 minutos. Depois, precisa ser colocada em água corrente fria ou morna. Não é recomendado utilizar detergente, vinagre ou álcool para limpar sua escova”, explica. Depois de limpa, é preciso esperar secar bem antes de guardá-la. Isso evita coceiras e alergias no couro cabeludo.

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Tábua de cortar alimentos 

O especialista não recomenda usar as de madeira, que têm maior risco de contaminar os alimentos. As de plástico devem ser lavadas após o uso e desinfetadas com vinagre puro ou solução de 2 colheres de sopa de água sanitária por litro de água. Devem ser trocadas assim que apresentar muitos riscos e modificação da coloração, que não retorna a cor natural mesmo após lavagens adequadas. As de vidro devem ser trocadas assim que trincadas ou quebradas.

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Roupas íntimas (calcinha, cueca) – um ano 

A duração desses itens depende muito da forma de uso, manutenção, lavagem, cuidados e frequência de uso. As próprias peças são sinal de que é hora de serem substituídas, principalmente com a perda da elasticidade. Mas para quem ainda tem dúvida, o prazo médio de validade é de um ano.

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Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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